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20 de jan de 2015

A libertação das heresias está no exame das Escrituras

Por Luiz Carlos Pereira

No mundo pós-moderno temos nos acostumado cada vez mais com um evangelho diferente do que nos foi ensinado pelos apóstolos de Cristo. Aceitamos livremente e sem grandes dificuldades, doutrinas e correntes teológicas que quase sempre destoam da própria Bíblia. Diante disto, qual seria o verdadeiro problema: O oportunismo de charlatões da fé, ou a falta de exame das Escrituras?

Tomando como exemplo a carta de Paulo à igreja de Corinto, podemos analisar com cuidado a preocupação que o apóstolo tinha de livrar a igreja dos discursos hereges dos “superapóstolos”, pessoas que usavam de linguagem similar aos verdadeiros, para ferir e minar o evangelho de Cristo. Paulo questionou severamente a igreja de Corinto quanto a aceitação rápida de tais heresias. No versículo 3, ele diz qual o seu receio: “O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo” (2 Coríntios 11:3 - NVI)

Hoje, mesmo após milênios de anos que se passaram, tais heresias e tais ensinamentos falsos persistem nos ataques a igreja. O que temos feito contra as ações de pessoas impelidas pelo próprio Satanás, com ventos de doutrinas heréticas? Nos púlpitos vemos pregações baseadas em emoções; igrejas que se comprometem em trazer a prosperidade para sua vida, mas esquecem-se (propositalmente, é claro) de realizar estudos bíblicos sérios, e explanar a luz do evangelho. Parece que neste meio, em que vivemos debaixo de uma guerra sombria e pesada contra os hereges do evangelho, perdemos o interesse de nos proteger, ou seja, examinar as escrituras e conhecer a verdade!

Certa vez escutei o Dr. Augustus Nicodemus dizer a seguinte frase: “Quer proteger a igreja contra as ações do Diabo? Ensine a Bíblia!”. É verdade. Não existe outro meio tão eficaz quanto o estudo sério da palavra de Deus. Perdemos tempo confiando demasiadamente no que terceiro nos contam, sem ao menos ter a curiosidade de examinar com cautela as palavras lançadas.

Em Atos 17, podemos ver um exemplo de como a falta de exame bíblico tornavam os Tessalonicenses uma massa de manobra. Os judeus que não criam nas palavras de Paulo, não se contentavam em apenas não crer, mas promoviam alvoroços contra a expansão do evangelho. Aqueles que, embargados pelos fariseus, eram levados na palma da mão sem ao menos questionar ou examinar as palavras de Paulo, só agiam dessa forma por não examinarem as Escrituras. Situação diferente ocorreu em Beréia, onde os habitantes da região analisavam em tudo o que Paulo dizia (At 17:11), certificando-se da veracidade das palavras pela própria lei!

A diferença foi enorme: o exame das escrituras promoveu a libertação necessária para aquele povo. Aliás, libertação essa que se dá pelo entendimento da palavra – João 8:32; Tiago 1:25. Em Cristo, oro para que possamos avançar no entendimento correto das Escrituras, e viver de forma definitiva suas aplicações e preceitos. Que o Sola Scriptura possa ser uma verdade em nossas vidas, e não apenas um sentimento que nos mantem inertes diante do avanço de tais atrocidades.

O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Efésios 4:14

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